ENTRE O EXCESSO E O ESGOTAMENTO: UMA LEITURA CRÍTICA DE A SOCIEDADE DO CANSAÇO, DE BYUNG-CHUL HAN
Palavras-chave:
Byung-Chul Han. Sociedade do desempenho. Subjetividade. Neoliberalismo. Saúde mental.Resumo
O presente ensaio propõe uma leitura crítica da obra A sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han, discutindo sua relevância para compreender os modos de subjetivação e sofrimento psíquico característicos da modernidade tardia. Han identifica uma transição da “sociedade disciplinar” para a “sociedade do desempenho”, na qual o sujeito, em nome da liberdade e da produtividade, torna-se agente e vítima de sua própria exploração. O texto destaca os méritos do autor ao iluminar o mal-estar contemporâneo, articulando contribuições da filosofia, da psicanálise e da sociologia, além de oferecer reflexões sobre as relações entre trabalho, tecnologia e saúde mental. Contudo, também são apontadas limitações significativas da obra, como a ausência de fundamentação empírica, a tendência à homogeneização do sujeito e a falta de um olhar interseccional sobre as desigualdades sociais, econômicas e culturais. A análise dialoga com pensadores como Michel Foucault, Sigmund Freud, Markus Gabriel e Slavoj Žižek, buscando situar Han no contexto mais amplo da crítica ao neoliberalismo. Conclui-se que, embora o ensaio de Han apresente lacunas conceituais, constitui uma contribuição valiosa para o debate contemporâneo sobre o cansaço, a autoexploração e a necessidade de práticas de resistência e cuidado frente à lógica do desempenho
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